Porque viajar pode mudar sua vida
- 11 de out. de 2016
- 3 min de leitura
Que viajar é muito bom acho que ninguém discorda, certo? Viajar te inspira a aprender novas línguas, a experimentar novos sabores, a aprender mais sobre a história do mundo e a querer implementar o melhor do que você aprendeu por aí na sua própria vida. Agora, vou te contar como viajar me apresentou para uma das minhas maiores paixões na vida.
Foi em 2008, na minha primeira viagem internacional que eu descobri duas das coisas que mais me empolgam e que definem quem eu sou hoje. Ao mesmo tempo em que meu universo começou a crescer, eu descobri um novo sabor que mudou meus conceitos. Estou falando de viajar e de cerveja, meus caros! What else?

Desde os tempos da faculdade eu já tinha uma quedinha pela cerveja. Naquela época, a gente tomava brahma, skol, ou qualquer uma que estivesse mais barata. Ainda me lembro dos amigos discutindo: "prefiro essa que é mais leve", ou "essa é menos amarga", ou ainda "prefiro a outra, que tem mais sabor". Como éramos bobinhos! Na verdade, elas eram todas praticamente iguais, e as tomávamos extremamente geladas, o que impedia qualquer julgamento de sabor.

Então, alguns anos depois, eu conheci o "chopp" Brahma claro. Ele era um pouco diferente, tinha aquele colarinho cremoso e uma cor dourada que despertaram minha atenção. Comecei a me interessar mais pela coisa. Acho que foi no final de 2006 que provei pela primeira vez o Brahma Black. Esse sim era diferenciado. Tinha aquela cascata linda que se formava no copo, mais sabor... Então cerveja podia ser mais do que aquela coisinha aguada e insípida que eu conhecia? Comecei a me envolver mais e sempre que via um lugar que servia um "chopp" ou cerveja diferente eu ia experimentar. Na época, provei a Erdinger Weissbier, a Bohemia Weiss, a Bohemia Confraria. Mas foi em 2008 que fui fisgada de vez para o universo cervejeiro.

Era nossa primeira viagem internacional e estávamos ansiosos pelas descobertas e experiências que faríamos. Primeira parada da viagem: Paris! Paris, cidade luz, cidade de arquitetura fantástica e beleza inegável, inspiração para tantos poetas, pintores e escritores de várias épocas. E foi numa pequena rua no Rive Gauche (margem esquerda do rio Sena), no 7º arrondissement de Paris, que resolvemos dar uma paradinha no meio da tarde para dar um descanso para os pés e matar a sede. Era um barzinho pequeno, singelo, bem tranquilo. Vi uma propaganda das cervejas servidas lá. Uma tal de Leffe chamou minha atenção. Pedi. Nos serviram amendoins para acompanhar. Eis que chega um copo lindo com uma cerveja dourada fantástica dentro.

Olhei, ela me olhou e pensei: "Essa promete!". Aí veio o primeiro gole... O céu se abriu, raios de sol inundaram o ambiente, flutuei por alguns segundos acima da cadeira e, enquanto isso ouvia anjos cantando: "Óóóóóoóh!!!!". Tá certo, não foi exatamente assim que aconteceu, mas foi tipo isso. Pensei: "Hum, então isso é cerveja? Que sabor é esse?". Assim nascia a louca das cervejas que vive em mim. Não sei se foi o ambiente inspirador ou meu estado de espírito elevado por estar curtindo muito todas aquelas novidades, mas o fato é que eu tinha descoberto um novo sabor e ele era fantástico. Depois daquele dia, tomamos Leffe blond em outros bares, compramos no mercado e aproveitamos até o último dia de visita a Paris para matar a vontade dela. Foi então que comecei a experimentar novas cervejas por onde quer que eu fosse e me apaixonei por todo o universo que envolve a cultura cervejeira.

Alguns anos depois começaram a surgir novas cervejarias artesanais no Brasil e as importadoras começaram a trazer dezenas de rótulos de cervejas do mundo inteiro para cá. É claro, talvez eu levasse mais alguns anos e descobrisse os diferentes sabores da cerveja por aqui mesmo. Mas o fato é que conhecer a cerveja durante um momento tão especial quanto minha primeira viagem foi crucial para essa relação afetiva que desenvolvi em relação a essa maravilha de bebida fermentada!
A beleza de descobrir novas paixões e sabores pelo mundo é que você terá algo para te lembrar da sua viagem para sempre, onde quer que você esteja. Sei que muita gente vai dizer que a Leffe não é a cerveja mais fantástica de todas, mas e daí? O que eu sei é que cada vez que tomo uma dessa, é só eu fechar os olhos que me transporto para aquele momento de 2008 em Paris.
E vocês? O que aprenderam em suas viagens? Que paixões foram despertadas? Contem para nós como viajar inspirou suas vidas.





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